domingo, 15 de outubro de 2017

CANINDÉ LUTA, MAS PERDE PARA O GALO DO SERTÃO


Na tarde de hoje, 15/10, no estádio Caio Feitosa, na cidade de Porto da Folha,  as equipes do Guarany e Canindé enfretaram-se pela 6ª rodada do Sergipão da Séria A2. O Canindé seguiu para a cidade do Galo do Sertão para buscar sua classificação, uma vez que o confronto direto definiria, na teoria, uma das equipes na semifinal da competição.

Os guerreiros - jogadores, técnico e comissão, do Canindé foram a campo e lutaram até o último minuto para trazer o resultado positivo. A eles, temos que reconhecer o empenho e profissionalismo. Com certeza são GUERREIROS e merecedores do melhor tratamento possível. Como diz a palavra de Deus, "tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". O gol do Canindé foi marcado por Mateus (Pato).

Realidade

Inúmeros problemas de gestão administrativos e de cunho "financeiro" mais uma vez deixou o time do Canindé na última divisão do futebol sergipano. Aqui, poderíamos listar alguns problemas enfrentados pelos atletas e sua equipe técnica desde o início da competição. No entanto, vamos focar naquilo que é mais importante para que entendamos o imbróglio que a cada ano alimenta um esquema obscuro de uma gestão equivocada na forma de conduzir o futebol do clube.

Então, nenhum time do mundo terá êxito se não investir na formação administrativa do clube - profissionalizar o futebol, coisa que o mandatário do Canindé não fez e não faz atualmente. Talvez, seja porque o time é uma empresa particular do próprio, e o mesmo não tenha interesse de que à agremiação cresça e chegue a patamares jamais vistos. Investir em gestão é o primeiro passo para que o sofrido Canindé saia da escuridão do futebol brasileiro e passe a ser notado como exemplo. Porém, para que isso ocorra se faz necessário que os mandatários queiram fazer a diferença nos cargos que ocupam. E, isso não é tarefa difícil, precisa que os mesmos aprendam a planejar com antecedência o que querem para o presente e o futuro do clube. À começar pela formação de uma equipe de pessoas com reputação ilibada - "considera-se detentor de reputação ilibada a pessoa que desfruta, no âmbito da sociedade, de reconhecida idoneidade moral, que é a qualidade da pessoa íntegra, sem mancha, incorrupta". Feito esse primeiro passo, é importante que crie-se um projeto de crescimento do clube - construção de CT (centro de treinamento), sede social, sócio torcedor, captação de recursos para implantar as ações anteriores, investimento na formação dos atletas da base (principal fonte de sustentabilidade financeira do clube a médio e longo prazo), sítio na internet para manter atualizadas as atividades do clube, fortalecendo também a transparência. Uma vez definido o projeto, é o momento de apresentá-lo a sociedade canindeense, sergipana e ao mundo. Mostrando assim, que são capazes de gerir, crescer com planejamento e organização atrelado a captação de recursos juntos a novos parceiros. Considerando ainda, que é importante entender a dinâmica econômica do mundo atual, ou seja, não têm-se espaço para crescimento individual. Ao contrário, o crescimento tem que ser partilhado coletivamente, ônus e  bônus. Perseguindo a todo momento o cumprimento das metas traçadas, corrigindo-as quando necessário, para que os objetivos sejam alcançados.

Aqui, deixo claro que não sou contra o time do Canindé e nem de seu/s mandatário/s, enquanto gestor e comunicador social, não posso compartilhar da forma amadora e obscura como esse clube é conduzido. Principalmente, por saber que é um importante instrumento de realização de sonhos para crianças, adolescentes e jovens do município de Canindé de São Francisco, de outras regiões do país e do mundo que pleiteiam seguir carreira no futebol. Mas para que isso seja uma máxima, é preciso que haja atitude profissional de seus mandatários na realização de um trabalho sério voltado para a formação de atletas que buscam a formação em alto rendimento visando  sua profissionalização.

Concluo, enfatizando que a crise serve para justificar dois tipos de seres humanos. O primeiro aceita o seu estado de acomodação e prefere não reagir, ficando a deriva da sorte. O segundo, reage e criar estratégias para superar a crise com muito trabalho e dedicação. Qual dos seres humanos enquadram-se os mandatários do Canindé?

Prefiro acreditar que ainda dá tempo de reagir e mudar a história desse clube tão importante para a cidade e para os e as jovens que almejam o futebol profissional. 

Valdir Inácio
Graduado em Gestão Pública
Comunicador Social

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