domingo, 4 de dezembro de 2016

CHAPE: O RECOMEÇO


A tragédia que matou 71 pessoas após a queda do avião que levava o time da Chapecoense até Medellín, na Colômbia, na última terça-feira, abalou o mundo inteiro. Os jogadores de futebol sentiram bastante a situação. E no Santos não foi diferente. Sabendo da proximidade de vários atletas do clube com as vítimas do acidente, a diretoria do Peixe disponibilizou ao elenco a psicóloga do clube, Juliane Fechio.

Além da perda de amigos e colegas de trabalho, a profissional está à disposição para auxiliar os jogadores na briga contra o medo de voar. Por conta do acidente com a Chape, o clube acredita que o atletas podem ficar com receio de viajar de avião, coisa que será bem frequente em 2017, por conta da disputa da Copa Libertadores da América.

“A principal angústia era no sentido da família, de pensar neles. Estão muito solidários à família dos jogadores que faleceram. Como crescem em alojamento e vivem longe, a família vira o principal referencial. Sempre viajam e pensam no retorno para casa. Eles pensam como vai ser daqui para frente nas viagens. Tenho feito muito mais o trabalho de escuta. Psicólogo não pode falar para ser forte, que vai passar, porque não tem como ser forte, então deixo eles desabafarem, dizerem o que sentem”, explicou a psicóloga à Rádio Santos.

O zagueiro Neto, que foi um dos seis sobreviventes da tragédia, passou pelo Santos entre 2013 e 2014. Durante o período no alvinegro, o defensor fez vários amigos. Entre eles estão Gustavo Henrique e David Braz, que chorou ao lembrar do ex-companheiro. 

“Não estou chamando necessariamente os jogadores, estou esperado que eles me procurem. E estou dando uma atenção especial para aqueles que sei que tinham um vínculo maior com o Neto, que jogou com a gente aqui. Esses sentiram mais e temos que trabalhar essa angústia que eles vão sentir por mais um tempo”, concluiu Juliane.

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