sexta-feira, 5 de abril de 2013

Dilma Rousseff recebe participantes da 1ª Jornada de Lutas da Juventude Brasileira

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
CANINDÉ, Sergipe - Representantes da Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira entregaram à presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira, 4 de abril, documento com as principais reivindicações do movimento, que desde o dia 25 de março tem realizado uma série de manifestações nas principais cidades do país. 

Por Secretaria Nacional de Juventude


As passeatas já ocorreram em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Porto Alegre, Sergipe, Ceará, Manaus, Piauí e Goiás. O encontro com a presidenta, que reuniu as diversas entidades, organizações e coletivos que compõem a Jornada, foi acompanhado pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e pela secretária nacional de Juventude, Severine Macedo.

O grupo apresentou sua pauta de reivindicações à presidenta, que se comprometeu a avaliar as demandas. A presidenta iniciou a reunião parabenizando os jovens pela iniciativa. “Vocês deram um passo extraordinário, conseguiram unificar as pautas da juventude para além das questões universitárias. O Brasil ficará melhor com isso, o governo vai ouvir e responder a vocês”. 

Segundo a secretária Severine Macedo, o encontro com a presidenta demonstra o espaço que a juventude conquistou, sobretudo nos últimos anos, ratificando a importância que o governo federal dá a essa agenda. Já o presidente da UNE, Daniel Iliescu, afirmou que “ a audiência com Dilma foi o momento ápice dessa mobilização da juventude porque a gente pôde apresentar esse manifesto e uma pauta unitária da juventude brasileira”. 

Na última terça-feira, o documento já tinha sido entregue ao ministro Gilberto Carvalho, que intermediou o encontro com a presidenta. Na ocasião, o ministro parabenizou os jovens pela conquista de uma agenda unificada, que deixou de lado as diferenças para focar nas questões que são de interesse comum da juventude brasileira. 

Entre os grandes consensos dos movimento –que reúne estudantes, jovens da cidade e do campo, trabalhadores, feministas, juventudes partidárias e ecumênicas, coletivos LGBT, de cultura, meio ambiente e das periferias – está a necessidade de investimento na área da educação pública, com a destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social do Pré-sal e 100% dos royalties do petróleo exclusivamente para o setor.

O trabalho decente para a juventude, as reformas política e agrária, a redução da jornada de trabalho, a denúncia contra o extermínio da juventude negra e a democratização da comunicação de massas também são bandeiras estruturais reivindicadas pela juventude. “Unir a Juventude Brasileira: Se o presente é de luta, o futuro nos pertence” é o lema do manifesto assinado de forma inédita e unificada por entidades como a UNE, CUT, MST, CTB, Pastoral da Juventude, ABGLT, Apeoesp e Conam. O documento, aprovado no fim de fevereiro, aponta a necessidade de aprofundar as mudanças no país.

“Queremos cidades mais humanas em vez de racismo, violência e intolerância. Queremos as garantias de um estado laico, democrático, inclusivo, que respeite os Direitos Humanos fundamentais, inclusive aos nossos corpos, à liberdade de orientação sexual e à identidade de gênero, num ambiente de liberdade religiosa. Queremos reformas estruturais que garantam um projeto de desenvolvimento social e que abram caminhos ao socialismo. Lutamos por um desenvolvimento sustentável, solidário, que rompa com os valores do patriarcado, que assegure o direito universal à educação, ao trabalho decente, à liberdade de organização sindical, à terra para quem nela trabalha e o direito à verdade e à justiça para nossos heróis mortos e desaparecidos”, diz trecho do manifesto. (Leia a íntegra no endereço http://ow.ly/jJ0O9)

Com informações da UNE

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