quarta-feira, 3 de abril de 2013

Canindé: "Comércio está agonizando diz Carlinhos da Priscilex"

Arte: Divulgação
CANINDÉ , SergipeComércio de Canindé está um caos. Enquanto a administração pública de Canindé de São Francisco culpa a antiga gestão pelo caos que se instalou no comércio e tomou conta do município há mais de noventa dias, o ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Canindé de São Francisco (ACICASF), Carlos Alberto Santos, o Carlinhos da Priscilex, aponta diretrizes para sanar o problema. 



Entrevista Carlinhos da Priscilex



Nesta entrevista exclusiva, concedida ao Digitais Eventos, na manhã do dia 26 de março, Carlinhos afirma que os comerciantes estão se movimentando para reverter a situação que se alastra por Canindé e fala da situação deplorável em que se encontra o comércio local. Com mais de 20 anos de experiência no comércio, Carlinhos critica o poder público, faz um apelo a administração de Canindé e diz que estão vivendo no limite. 

A seguir, confira os principais trechos da entrevista com o empresário canindeense. 

Dafnne Victoriah (DV) - Qual é a real situação do comércio de Canindé? 

Carlinhos Priscilex (CP) - Péssima. Comércio nenhum funciona bem se as pessoas não têm dinheiro. Três fatores influenciam o caos do comércio local: o dinheiro não circula em Canindé; a seca que dura três anos, é considerada a pior seca dos últimos sessenta anos, segundo a Defesa Civil de Sergipe e, o Perímetro Irrigado Califórnia não contribui com o comércio local, já que o saco de quiabo custa entre cinco e sete reais. 

DV - A que ou a quem o senhor atribui essa fase de conturbação que o comércio de Canindé sofre? 

CP - A atual administração reduziu o salário do funcionário público de Canindé pela metade. As pessoas perderam o poder de compra. O funcionário público ganha o que nunca ganhou antes. 

DV - É verdade que algumas lojas estão fechando, a exemplo da loja da Vivo, que foi desativada recentemente no município? E sobre a informação de que um supermercado estaria sendo fechado ou vendido? 

CP - Verdade. Processos de demissões estão acontecendo com frequência. Por exemplo, na nossa loja, a Priscilex, já demitimos todos os funcionários. Algumas empresas estão alegando que caso a situação não se resolva nos próximos dois meses, vão fechar as portas. 

DV - O que a administração municipal tem feito em prol dos comerciantes? 

CP - A única manifestação aconteceu há duas semanas, na rádio Amanhecer FM, quando levamos a sociedade canindeense a situação deplorável em que se encontra o comércio de Canindé. Na oportunidade, tivemos a presença do secretário municipal de Administração de Canindé, Luzivaldo da Silva, que não negou o caos na política salarial de Canindé. Segundo ele, a previsão é que a situação melhore a partir do mês de maio. Compartilho com a mesma opinião de Manoel Aleixo, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Canindé (Sindserv), onde ele afirma que o funcionário público precisa ganhar bem e não receber gratificações. Eu defendo a grande massa que move o comércio de Canindé. Então, para um pai de família que ganha um, dois ou até mesmo três salários, não é muita coisa, porque sei que esse dinheiro vai circular em Canindé.

DV - O que os comerciantes estão fazendo para sanar o problema? 

CP - Estamos conversando. É um momento em que todos passam pela mesma situação, então precisam estar unidos, lutando pelo mesmo objetivo. É preciso unirmos forças para revertermos a situação e superarmos este momento difícil em que nós comerciantes enfrentamos. Não queremos que essa situação continue, queremos que a administração de Canindé bata um bolão e que essa situação seja revertida. Quando isso acontecer iremos aos meios de comunicação enaltecer o prefeito Heleno Silva. 

DV - Vocês já passaram por outra crise parecida ou igual a essa? 

CP - Tivemos situações parecidas, mas nada comparável a situação em que nos encontramos nos últimos meses. Todos os segmentos do comércio de Canindé passa por dificuldade, por um momento profundamente terrível. Quem disser que seu comércio está bem, está mentindo, porque a realidade é outra. Basta sair e conversar com os comerciantes para comprovar, ir a feira, ao açougue. O comentário é o mesmo: o comércio de Canindé está agonizando. 

Pedimos encarecidamente que o poder executivo e o legislativo tomem providências enérgicas e urgentes para mudar esse quadro desolador em Canindé.

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