segunda-feira, 11 de março de 2013

Curso de Formação agroecológica e cidadã irá capacitar 600 jovens rurais

Créditos: Divulgação
CANINDÉ, Sergipe - Começou nesta quinta-feira (7/3), em Planaltina-DF, o Curso de Formação Agroecológica e Cidadã para a Geração de Renda, uma ação que faz parte de uma parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude e as Universidades de Brasília (UNB) e da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Como programa piloto, a ação será desenvolvida pelas universidades com 600 jovens, 300 do Centro Oeste e 300 de regiões rurais, em especial do semiárido, do estado do Ceará. A ação objetiva além da capacitação desse jovens, a elaboração de uma metodologia de trabalho para avançar na formação para ageração de renda com foco na promoção da autonomia e do protagonismo da juventude rural.

Por Secretaria Nacional de Juventude

O curso realizado na UNB é executado em parceria com o Centro Transdisciplinar em Educação do Campo e Desenvolvimento Rural, da Universidade de Brasília (UnB Planaltina – FUP), e está dividido em quatro módulos que encerram em agosto deste ano. Ao todo serão formados 300 jovens rurais do centro-oeste com foco na agroecológia, geração de renda e sustentabiliade no campo. 

Neste primeiro momento, a iniciativa tem por objetivo formar os jovens para iniciarem um projeto de inclusão produtiva capaz de gerar renda para eles e suas famílias, além de fortalecer o seu vínculo com o meio rural, mostrando que é possível a manutenção da juventude no campo. As atividades ocorrerão com base na pedagogia da alternância, com a carga horária dividida em aulas presenciais na escola e aulas práticas nas comunidades rurais dos jovens que participarão do curso. 

A abertura oficial do curso contou com a presença da Coordenadora de Políticas Transversais da SNJ, Elisa Guaraná de Castro, da assessora, Euzamara de Carvalho, do professor do Instituto Federal de Brasília (IFB), Vicente Borges, e das coordenadoras do curso, Janaína Diniz e Adriana Gregolin. Para Elisa Guaraná, a ação marca o inicio de uma devolutiva do compromisso assumido com o segmento juvenil camponês desde 2011. “A juventude está presente, ajudando a construir e sendo ouvida neste processo de construção de caminhos para a sua autonomia. Sem os jovens hoje não teremos um amanhã com a agricultura familiar e camponesa”, disse Elisa Guaraná. 

Janaína Diniz, uma das coordenadoras do curso, revela que os jovens do campo estão cada vez mais buscando meios de capacitação, mas que o projeto pretende também emponderar e incluir aqueles que por algum motivo ainda não concluíram sua formação acadêmica. “Existem jovens aqui que não frequentam ou não terminaram a escola, e que se fosse a outra iniciativa eles não poderiam participar, e isso é um diferencial, abrir espaço para esses que continuariam sem oportunidades” compartilha a coordenadora. 

Repassar o conhecimento e fazer do que será aprendido um hábito é uma preocupação de Bruno Rodrigues. O Jovem de 18 anos mora no assentamento Morrinhos, no município de Formosa (GO). “Espero poder passar para a minha comunidade o que eu vou aprender aqui e que isso melhore as forma de produzir e trabalhar no campo de forma coletiva”, disse Bruno. 

A jovem Neuza Maria, 24 anos, graduanda em licenciatura em Educação do Campo, é uma das participantes do curso. Ela que mora no assentamento Itaúna, em Planaltina de Goiás, acredita que um dos aspectos mais importantes do curso é o jovem se reconhecer como um sujeito de direitos. “Algo muito importante que o curso proporciona é a juventude estar dentro deste espaço da universidade e sabendo de seus direitos. Aqui nós poderemos pensar em formas de produção consciente”, destaca Neuza, que ainda acredita que se pode viver sem precisar sair do campo, tendo acesso aos seus direitos e tirando de lá o sustento.

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