quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A seca e os incêndios na Caatinga

Divulgação
CANINDÉ, Sergipe - A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam no sertão. A seca não só castigo o homem sertanejo, mas também contribuí para causar sérios problemas à natureza.

Valdir Inácio
Graduando em Gestão Pública

Nesse período as queimadas são quase inevitáveis, com isso, a vegetação da Caatinga e suas espécies são destruídas, causando um prejuízo imenso à natureza. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob Sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças. 

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Outro problema que está diretamente ligado com a seca é os constantes focos de incêndios nas matas. Como a vegetação da Caatinga está seca, as queimadas acontecem de forma rápida e se alastra rapidamente, causando perdas grandiosas. Isso piora ainda mais nos fins de tarde quando o vento fica ofensivo e ajudando de certa forma os focos de incêndio se propagar. 

Ficus
Outro fator que não poderia de ser abordado é a questão do corte e poda de árvore feita de qualquer forma, sem orientação do profissional responsável. É bem verdade que anos atrás, a gestão municipal adotou a espécie de árvore, FICUS, cujo nome cientifico é Ficus Benjamina, como a principal árvore para a arborização na sede da cidade e nos povoados. O que os técnicos não "sabiam" é que esse tipo de espécie nativa da Ásia e melhorada por viveiristas da Holanda, quando plantada no solo, fora do vaso, suas raízes agressivas destroem galerias pluviais, de esgoto fiações enterradas, fundações e o que mais houver pela frente, causando enormes prejuízos materiais. Cabe ressaltar que a "pobre" árvore não tem culpa alguma, sendo toda a (in)responsabilidade do gestor que permitiu seu plantio. 

A ausência de uma Política Ambiental efetiva faz com que a sociedade seja "cúmplice" na destruição da natureza como um todo. Dessa forma, a sociedade reflete e segue os exemplos de seus gestores.

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